Ativismo Vegano: conheça e se posicione!

Ativismo Vegano: conheça mais a respeito e se posicione!

Olá, amigo! Sabia que a preocupação com o meio ambiente é um dos principais fatores que impulsionam o ativismo vegano? Paralelo a isso, muitas pessoas querem manter um equilíbrio no mundo por meio de atitudes conscientes. Você se identifica com essa ideia?

Cada vez que alguém se torna vegano ou marcha pelos direitos dos animais é uma voz a mais no meio da multidão. Parece pouco, mas não é. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) realizada em 2018 revelou que 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Ou seja, não consomem carne, porém ingerem ovos e laticínios.

Segundo o mesmo estudo, 55% dos entrevistados revelaram que comprariam mais produtos veganos se houvesse uma sinalização mais clara nas embalagens. Esses números são uma prova de que devemos olhar para o futuro com otimismo. 

Neste post, vamos apresentar a origem do veganismo, o conceito de ativismo vegano, seus principais pilares, como colocar em prática a ideia e algumas instituições para se inspirar. Continue a leitura!

De onde vem o veganismo?

Para encontrar as origens do veganismo precisamos olhar um pouco para a história do vegetarianismo, já que o termo “vegetariano” foi usado nos anos 1900 para descrever o que agora chamamos de “dieta vegan”, bem como outras variações.

É claro que, naquela época, não existia um nome abrangente para esse modo de vida, embora os gregos chamassem de “abstinência de seres com alma”. A falta de uma palavra unificadora é explicada pelo fato de que as formas mais antigas de abstenção de alimentos estava ligada às práticas religiosas ou espirituais.

É possível que a evidência mais antiga do veganismo tenha acontecido em 7000 a.C., há mais de 9.000 anos, na cidade chamada Mehrgarh, pertencente à civilização do rio Indo. Sabe-se que os seguidores da religião hindu não consomem carne e, embora o início exato do hinduísmo seja vago, o fundamento filosófico remonta potencialmente a Mehrgarh, muito antes de qualquer texto ou escritura. 

Na Odisseia (poema épico do século IX a.C.) Homero fala dos Lotophagi, os comedores de lótus, um povo indígena da costa norte da África que se alimentava de frutas e flores da planta, usada também como narcótico. 

Siddhārtha Gautama

Por volta de 600 a.C. nasce Siddhārtha Gautama, o Buda. O budismo e o taoísmo no final do século IV exigiam que monges e freiras seguissem uma dieta sem ovos e sem cebola. Na prática, a alimentação era vegana.

A espiritualidade oriental geralmente acredita que os animais têm almas imortais e que uma dieta composta principalmente de grãos é a mais saudável para os seres humanos.

O imperador japonês Tenmu, por exemplo, proibiu o consumo de animais, incluindo os selvagens, devido à influência do budismo. Essa ação foi renovada pelos próximos sucessores durante todo o período da civilização. 

Filosofia

A dieta greco-romana era composta principalmente de cereais, legumes e frutas, mostrando que os gladiadores e guerreiros na Roma antiga eram predominantemente veganos. 

Uma das personalidades mais citadas da filosofia pró-animal é Pitágoras, que viveu de 570 a.C. a 495 a.C. Ele ensinou que todos os animais, e não apenas os humanos, tinham almas imortais e reencarnadas após a morte, um conceito chamado de transmigração. 

Como era pensado que a pessoa poderia se tornar animal na morte e vice-versa, o filósofo acreditava que matar e comer animais maculava a alma e impedia a união com uma forma superior de realidade. 

Além disso, achava que comer carne não fazia parte de uma vida saudável e era o motivo pelo qual os humanos provocavam guerras. Por essas razões, ele se absteve do alimento e incentivou os outros a fazerem o mesmo, talvez desempenhando o papel do primeiro ativista do veganismo ético.

A abstenção de carne era uma marca registrada do chamado modo de vida pitagórico, embora não esteja claro quantos de seus seguidores praticavam. Os órficos, cuja crença se baseava no poeta mítico Orfeu, também evitavam ovos e as ofertas rituais de carne aos deuses, parte essencial do sacrifício religioso tradicional. 

Mesmo entre os não seguidores de Pitágoras havia uma crença amplamente difundida de que, no início da existência humana, nossos ancestrais eram pacíficos. A caça, a criação de gado e o consumo de carne eram fatos desconhecidos e desnecessários, pois a terra produzia em abundância todos os alimentos que os habitantes precisavam.

Em 490 a.C. nasceu o filósofo Empédocles, que se destacou como um defensor do veganismo em respeito aos animais em geral. Como Pitágoras, ele acreditava que as almas poderiam reencarnar entre seres humanos, animais e até plantas. Ou seja, todos os seres vivos estavam no mesmo plano espiritual.

Platão, nascido por volta de 428 ou 427 a.C, foi influenciado pelos conceitos de Pitágoras, mas não foi tão longe. Seus ensinamentos afirmavam que apenas os seres humanos tinham almas imortais e que o universo era para uso humano.

No entanto, as ideias de Sócrates divulgadas por Platão argumentam contra o abate e o consumo de animais com base na ética, a prevenção de doenças no corpo, guerras, conflitos e o impedimento geral de alcançar a felicidade.

Assim, para Platão, a abstenção de carne é justificada pelo desejo de paz, felicidade e saúde, embora ainda acreditasse que os humanos fossem superiores.

Theophrastus (cerca de 372-287 a.C.), um biólogo, filósofo grego e estudante de Aristóteles, argumentou que matar animais como alimento era um desperdício e moralmente errado. 

Idade Média

Os veganos nesse período da história eram motivados pela pureza religiosa, saúde digestiva, simplicidade e desprezo por qualquer convicção moral em particular. Existia, assim, uma variedade de crenças sobre a abstenção de comer animais.  

Elas estavam ligadas à gula e a desejos sexuais desenfreados entre os cristãos primitivos. Portanto, a abstenção era considerada uma forma de reprimir esses vícios. 

Por volta do ano 529 a 547, São Bento de Núrsia, um monge cristão, escreveu “The Rule of Saint Benedict”, livro de preceitos para monges que vivem em comunidade sob a autoridade de um abade.

No que diz respeito à comida, declarou que haveria duas refeições disponíveis por dia com apenas dois tipos de alimentos cozidos, a menos que houvesse frutas e legumes frescos, quando um terço poderia ser acrescentado e “todos, exceto os muito fracos e os doentes, se abstêm completamente de comer a carne de animais quadrúpedes”. Isso reflete novamente a abstenção ascética dos animais, que é uma questão espiritual e não moral.

Saltando um pouco adiante dentro da igreja, chegamos a São Francisco de Assis (1181/2-1226), talvez o cristão mais associado ao veganismo e o santo padroeiro dos animais. 

Dizia-se em São Francisco que ele “andava na terra como perdão de Deus” resgatando cordeiros de seu destino no mercado, coelhos da armadilha do caçador e defendendo o caso de criaturas maltratadas diante de papas e reis. 

Donald Watson e a Vegan Society

Donald Watson (1910-2005) foi fundamental para o surgimento e o desenvolvimento inicial do veganismo atual. Ele se tornou vegetariano em 1924 depois de perceber que a fazenda do tio se tratava de um “corredor da morte onde os dias de cada criatura eram contados pelo ponto em que não servia mais aos seres humanos”. 

Mais tarde, Watson se tornou secretário da filial da Sociedade Vegetariana em Leicester, na Inglaterra. Acreditava que o vegetarianismo estava atrasado para a reforma e começou a se comunicar com um grupo de pessoas que compartilhavam as mesmas preocupações. 

Em dezembro de 1943 Watson fez a apresentação “Os vegetarianos devem comer laticínios?” em uma reunião da sociedade local. O argumento foi o seguinte: “a vaca sente a perda do bezerro da mesma maneira que uma mãe humana sente a perda do filho”.

Em 1947, a Sociedade Vegana tinha aproximadamente 500 membros. Fay Henderson, secretária da organização, escreveu o artigo intitulado  “The Vegan Way of Life”, na qual afirmou que vegano “é uma pessoa que se abstém de usar produtos de origem animal como alimento”. 

Watson se tornou o primeiro presidente eleito da Vegan Society em 1946. No ano seguinte, fez um discurso no 11º Congresso Vegetariano Mundial em Stonehouse, também na Inglaterra. “A palavra veganismo significa a doutrina de que o homem deve viver sem explorar os animais”, afirmou. Disse ainda que o veganismo “é um princípio, pois o homem não tem o direito de explorar as criaturas para seus próprios fins”. 

Ativismo vegano: o que é?

Um ativista vegano é alguém que acredita na justiça para todos os animais. Assim como é normal condenar o desperdício de comida, ele não tolera testes em animais, fazendas industriais e outros maus-tratos sistêmicos. Também não acredita em métodos rigorosos de treinamento e outras atividades que causam dor ou desconforto aos bichos — e o conceito-chave está nos direitos. 

Existem várias maneiras possíveis de categorizar ativistas veganos e de direitos dos animais. Podemos distinguir entre aqueles que trabalham ou são voluntários para uma organização e aqueles que agem individualmente, por exemplo.

Agora, o fato é que, quando você trabalha ou é voluntário, costuma ser muito mais pragmático ou objetivo. Isso acontece porque as organizações tendem a fazer um trabalho diferenciado daquele feito individualmente. 

As organizações se tornaram formais para terem mais influência e impacto. Logo, tentar estabelecer alianças com elas pode aumentar esse potencial. Portanto, grupos especialmente maiores geralmente colocam uma quantidade razoável de recursos em mudanças conjuntas.

As instituições têm motivações diversas: governos locais, regionais ou nacionais, partidos políticos etc. Também temos os modelos corporativos com negócios de todas as formas e tamanhos, de produtores de alimentos a redes de restaurantes.

Algumas organizações ambientais ou de saúde também são aliadas naturais e ajudam a espalhar a mensagem. Além disso, também participam escolas e universidades. A lista é grande! Dá para imaginar o tamanho do efeito multiplicador de tudo isso?  

Por outro lado, os aliados institucionais nem sempre querem fazer exatamente o que os grupos de direitos dos animais veganos sugerem. Ou seja, não espalharão a mensagem da mesma forma. 

Desse modo, quando outros não aceitam a proposta como deveriam, temos escolhas. A primeira opção é adotar uma postura absoluta e se recusar a trabalhar com eles. A segunda é ser estratégico: aceitamos a maneira pela qual eles levarão a mensagem a seus eleitores, membros, funcionários etc. Naturalmente, essa decisão depende de uma análise profunda dos ganhos e sacrifícios percebidos. É importante saber se vale a pena.

É claro que as organizações têm seus próprios desafios, podem evoluir em uma direção errada, tornar-se menos eficientes, mais desperdiçados, enfim. Assim como os indivíduos, as organizações provavelmente nunca serão perfeitas. Mas nós precisamos delas e vice-versa.

Como movimento, o veganismo necessita de recursos, conhecimentos, experiência, alcance e influência para fazer a diferença na vida das pessoas e dos animais.

Pilares do veganismo

Os 4 pilares tradicionais de uma dieta baseada em vegetais são os argumentos mais convincentes das pessoas que abraçam a causa. Confira:

  1. os benefícios de uma nutrição ideal;
  2. preservação ambiental;
  3. compaixão pelos seres vivos;
  4. sustentabilidade.

Isso tudo resulta em saúde pessoal, preservação dos recursos ambientais para barrar a poluição e evitar o sofrimento de animais e preocupação com o meio ambiente de modo geral. Muita gente encontra o caminho do veganismo por meio de um ou mais desses pilares.

Afinal, comer vegetais economiza água, alimenta o solo, reduz as emissões de gases de efeito estufa (metano das vacas e dióxido de carbono do excesso de combustível fóssil) e garante um sistema alimentar sustentável por gerações. 

Dia a dia: como colocar práticas de ativismo vegano na sua vida?

Toda mudança exige um processo de adaptação que muda de uma pessoa para outra. No entanto, é possível melhorar a cada dia com dicas simples. Acompanhe!

Pense em veganismo como uma evolução

Não precisa ficar ansioso para se tornar vegano da noite para o dia, até porque toda mudança leva um certo tempo. Então, pense no que você come no café da manhã, almoço, jantar e veja quais substitutos precisam ser adicionados. 

Em seguida, retire da dieta um produto animal por vez. Alimentos como: aveia, leite não lácteo, nozes, grãos, tofu, leguminosas e abacate são ótimas opções para quem quer começar a criar bons hábitos. Antes de fazer cara feia para um vegetal, que tal experimentar?

Faça um planejamento das suas refeições

Se deseja apreender como ser vegano e preparar as próprias refeições, seguir a dieta vegana pode ser mais fácil que imagina. Basta deixar algumas refeições prontas na geladeira, como: arroz, feijão, molhos, frutas frescas e legumes picados.

Provavelmente, você já tem muitos alimentos à base de plantas em casa ou está familiarizado com eles. Pense em brócolis, rúcula, macarrão com molho de tomate, sopas veganas e muito mais. As frutas servem como lanches, assim como um punhado de nozes. 

Também é legal consumir alimentos integrais. Lembre-se também de que qualquer dieta precisa de muita atenção, pois se você mudar de carne e laticínios para sorvete de coco, o resultado não vai ser satisfatório!

Encontre parceiros que queriam abraçar a causa também

Sabe quantos tipos diferentes de grãos ou leguminosas existem? E as frutas ou vegetais de aparência estranha na feira? Há um mundo de itens alimentares que você nem conhece ainda e eles estão lá fora para serem descobertos.

Pensar em maneiras criativas de comer alimentos frescos e saudáveis pode se tornar uma atividade divertida para toda a família. Portanto, pesquise receitas no Youtube e convide outras pessoas para ajudar a preparar. 

Na internet também existem ótimos grupos para participar. Ter amigos com valores semelhantes é bom para aprender cada dia mais e colaborar com receitas e dicas. Pense nisso!

Converse com donos de supermercados e restaurantes

Alguns lugares têm uma lista vegana prontamente disponível, mas isso não significa que todas as empresas apresentam a mesma organização e atenção ao público no repasse de informações sobre produtos vegetais. 

Por isso, pergunte sempre ao responsável do estabelecimento sobre os itens que pretende comprar. Se os funcionários não tiverem certeza do que é vegano ou não, que tal pedir para criarem uma relação de rótulos facilmente identificáveis? Isso facilitaria a sua vida e a de outros consumidores.

Não se esqueça das suas motivações

Todo mundo tem um porquê de se tornar vegano: talvez seja pelo fato de os peixes estarem praticamente desaparecendo dos oceanos, ou porque você descobriu que pode obter tanta proteína comendo uma dieta baseada em vegetais quanto a de um onívoro. 

É possível também que esteja cansado da propaganda perpetuada pelas indústrias de carne e laticínios ou não consiga contribuir para a morte desnecessária de tantos animais. Seja qual for o motivo, nunca esqueça dos benefícios que está trazendo para a sua saúde e ao planeta.

Afinal, essa é uma grande mudança no seu estilo de vida que não deve ser tomada de ânimo leve como uma tendência. Definir suas razões não apenas garantirá que não perca seu tempo e esforços fazendo algo pelo qual não é realmente apaixonado, mas também o ajudará a continuar. 

Expanda a sua consciência ecológica para além da alimentação

Existem tantas maneiras pelas quais nossas escolhas diárias afetam o planeta, desde a quantidade de lixo e reciclagem que tratamos até o que fazemos, a energia que usamos em nossas casas e transporte, a forma como obtemos materiais. A lista é enorme!

Uma das áreas em que muitas pessoas não pensam, por exemplo, é a de vestuário. Parte de ser vegano inclui não usar materiais de origem animal, como: lã, couro, plumas, peles etc. Essa sustentabilidade se refere a tecidos derivados de recursos ecológicos, como fibras cultivadas ou materiais reciclados. Também se refere a como esses tecidos são feitos.

No caso de sapatos, isso significa encontrar materiais robustos e aceitáveis ​​para substituir os tradicionais — couro, camurça, lã, seda, pele de cobra, jacaré, ovelha. Em vez disso, alternativas, sintéticas ou vegetais devem ser usadas.

Os materiais naturais derivados de plantas atendem aos requisitos para esse tipo calçado. Exemplos incluem lona, ​​linho, cortiça, borracha natural de látex e couros alternativos inovadores feitos de fibras vegetais, como folhas de abacaxi. 

Um maior potencial pode ser encontrado em materiais sintéticos ou fabricados pelo homem. O poliuretano é visto como a alternativa mais adequada ao couro natural, pois é aproveitado como forro. Além disso, cloreto de polivinil (PVC), borracha termoplástica (TPR), nylon, poliéster e acrílico também se enquadram nessa categoria.

Faça um exame físico para se sentir mais seguro

É sempre bom visitar o médico regularmente, não é mesmo? Na próxima consulta, fale sobre seus planos de se tornar vegano e pergunte se há alguma consideração a ser feita devido ao seu histórico médico. 

Por exemplo, aqueles com anemia precisam estar particularmente atentos para obter ferro suficiente. Alguns profissionais não são bem-educados em veganismo e acreditam erroneamente que não é saudável ou que você não pode obter proteína e cálcio suficientes. 

Os adultos precisam de cerca de 0,75g de proteína por quilo de peso corporal — aproximadamente 55g para homens e 45g para mulheres, presente nas leguminosas. Além disso, os leites de plantas enriquecidos com cálcio e os sucos de laranja são um excelente substituto para os laticínios como fonte de cálcio.

Instituições de ativismo vegano para se inspirar (e participar)

Explore os sites das principais organizações veganas:

Como vimos, o veganismo remonta épocas antigas. O povo hindu, Siddhārtha Gautama (o Buda), os filósofos Sócrates, Pitágoras, Empédocles e outros, além de nomes da Idade Média até chegar em Donald Watson já militavam a favor dos animais e dos benefícios de uma alimentação mais natural.

Os 4 pilares do veganismo (nutrição, preservação, compaixão e sustentabilidade) apoiam a saúde pessoal, a manutenção dos recursos naturais, a diminuição do sofrimento animal e o foco no meio ambiente.

Pensar nessa prática como uma evolução, fazer um planejamento das refeições, encontrar um parceiro para a dieta e expandir a consciência ecológica para além da alimentação estão entre as principais dicas para você se tornar vegano!

Além do mais, acreditar na justiça para todos os animais faz parte do o ativismo vegano. Ser ativista é não tolerar testes em bichos, fazendas industriais e outros tipos de maus-tratos, como treinamentos rigorosos ou exposições que causam dor ou desconforto. 

Agora que você já conhece o veganismo e o ativismo vegano, ficou mais fácil se posicionar, não é mesmo? Manter-se informado é sempre muito bom! Então, assine gratuitamente a nossa newsletter que enviaremos mais conteúdos úteis para você! 

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