Como reduzir a produção de lixo em casa? Confira 5 passos

Oi, pessoal! Recolher o lixo de casa, colocá-lo em sacos plásticos e deixá-lo para que o serviço de coleta leve embora é uma atitude tão corriqueira que quase nunca refletimos sobre como ela impacta meio ambiente como um todo.

Todo lixo que geramos precisa ser acondicionado e levado para um local apropriado, como os aterros sanitários, de modo a minimizar os danos à natureza. No entanto, melhor do que encaminhar os resíduos para destinos corretos é evitar que eles sejam gerados.

Por isso, veja algumas dicas para reduzir a produção de lixo em casa. Boa leitura!

Quanto lixo produzimos em média?

De acordo com dados de 2016 fornecidos pelo Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, um estudo conduzido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), cada brasileiro produz, em média, 383 quilos de lixo por ano. Isso representa mais de 1 quilo por dia!

Para piorar, dos 64 milhões de toneladas de lixo gerado, 24 milhões de toneladas tiveram destino inadequado depois de recolhidos e outros 6,2 milhões de toneladas sequer foram coletadas.

Ainda de acordo com a ABRELPE, nos 11 anos entre 2003 e 2014, a produção de lixo no Brasil cresceu 29%. Esse número é 5 vezes maior que o crescimento da população brasileira, que avançou 6% no mesmo período.

A situação é preocupante também em âmbito mundial. O Banco Mundial alertou, em setembro de 2018, que se nenhuma atitude for tomada, a produção mundial de lixo crescerá 70% até 2050, atingindo impressionantes 3,4 bilhões de toneladas por ano.

Quais são os materiais mais descartados?

Embora os números sejam assustadores de qualquer forma, nem todo lixo é igual. Para facilitar a compreensão, apontamos quais são as principais formas de resíduos produzidos nas residências urbanas.

Lixo orgânico

O lixo orgânico é, basicamente, composto por aqueles resíduos oriundos da produção de alimentos, como cascas, sementes e talos ou de restos não consumidos. Ainda são considerados como lixo orgânico dejetos humanos.

Lixo reciclável

Lixo reciclável é todo material que pode ser aproveitado para a produção de um novo produto ou matéria-prima. Entre os resíduos recicláveis mais conhecidos estão as latas de alumínio, as garrafas PET, algumas embalagens de plástico, caixas e papelão, jornais, revistas e demais tipos de papel.

Lixo eletrônico 

De certa forma, o lixo eletrônico é uma forma nova de lixo. Faz pouco tempo que passamos a substituir periodicamente televisores, celulares e computadores e, com isso, descartar os aparelhos antigos.

Os resíduos gerados pelo descarte de equipamentos eletrônicos preocupam principalmente pela presença de metais perigosos na composição desses dispositivos.

Lixo verde

O lixo verde é produzido por meio da poda de árvores, arbustos ou gramados. Com isso, podemos dizer que ele é uma categoria de lixo orgânico.

É importante que ele tenha um fim adequado, como a produção de adubos, e que não seja descartado diretamente em aterros ou lixões.

O que fazer para reduzir a produção de lixo em casa?

Depois de compreender a dimensão do problema do lixo no Brasil e no mundo e entender quais são os tipos de resíduos mais comuns gerados em nossas casas, veja algumas dicas para reduzir a quantia de material descartado.

1. Consuma de forma consciente

Quantas vezes você já teve de jogar fora uma enorme quantia de certo produto simplesmente por ter comprado uma quantidade que dificilmente seria consumida inteiramente? Muitas, não é mesmo?

Por isso, a redução da quantidade de lixo passa por repensar o seu consumo, que deve estar de acordo com a sua necessidade. Opte sempre por quantias pequenas, principalmente se você mora sozinho ou tem família com poucos integrantes, e dê preferências às compras a granel.

2. Escolha produtos com menos embalagens ou que sejam retornáveis

Outra atitude interessante para ser tomada na hora de consumir é ficar de olho na composição de embalagens. Não é raro que elas sejam volumosas, feitas de materiais que não são recicláveis ou sejam descartadas instantes depois em que o produto é aberto.

Para diminuir ainda mais o impacto gerado por embalagens desnecessárias, siga a dica do tópico anterior e recorra aos estabelecimentos que vendem a granel. Muitos deles permitem que você acondicione os produtos nos seus próprios sacos ou potes de vidro reutilizáveis.

3. Repare equipamentos quebrados

Vivemos uma época em que qualquer pequeno defeito é suficiente para o descarte de um aparelho, o que gera ainda mais lixo. Da próxima vez que seu celular quebrar ou seu computador parar de funcionar, veja primeiro a possibilidade de consertá-lo. Além de quase sempre ser mais barato, isso evitará que um equipamento inteiro seja jogado no lixo.

4. Reutilize e recicle

Sempre que possível, reutilize e recicle. Embora parecidas, essas palavras têm sentidos diferentes. A reutilização presume o reaproveitamento de outra maneira de algo que iria para o lixo. Pense, por exemplo, em um pote de vidro vazio. Ele, em vez de ir para o lixo, pode facilmente ser usado para acondicionar alimentos.

Já a reciclagem é a transformação de um resíduo em um material novo. Uma latinha de alumínio pode ser reciclada e servir como matéria-prima para outro recipiente totalmente novo. Para colaborar com a reciclagem, separe os materiais de acordo com o tipo. Se a sua cidade não conta com um sistema de coleta seletiva, procure cooperativas que realizem esse trabalho.

5. Faça compostagem do lixo orgânico

O lixo orgânico também possui sua forma de reciclagem: a compostagem. Por meio dela, a matéria orgânica sofre a ação de fungos e bactérias e se transforma em uma espécie de adubo, rico em minerais e nutrientes.

Para fazer a compostagem doméstica é preciso manter uma composteira, espécie de caixa na qual o lixo orgânico é acondicionado. Ela pode ser colocada tanto em casa quanto em apartamentos e é encontrada no mercado em diversas formas e tamanhos.

Além dos benefícios para o meio ambiente, reduzir a produção de lixo faz parte de um estilo de vida. Com isso, cada vez mais pessoas adotam opções de consumo baseadas no minimalismo, uma forma de viver que prioriza o desapego, a utilização de apenas o mínimo necessário e a menor geração de resíduos possível. Você não precisa chegar a esse ponto, mas pequenas atitudes certamente já terão enorme impacto.

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