Como ser vegano? 9 dicas para ajudar em sua transição

como ser vegano

Quando nos preocupamos com nossa saúde e, ao mesmo tempo, com causas que vão além de nós mesmos e se voltam para o meio ambiente e o bem-estar animal, uma atitude comum é a adoção de uma dieta vegana. Então, surge a pergunta: como ser vegano?

Ao longo deste artigo, veremos quais os principais cuidados que você deve ter ao adotar uma dieta vegana, tanto para garantir a manutenção da sua saúde como para facilitar a transição. Acompanhe!

Afinal, o que é uma dieta vegana?

O conceito de veganismo diz respeito à abstenção do consumo de quaisquer produtos que sejam de origem animal ou que tenham sido testados em animais. Assim, podemos falar não só em alimentação vegana, mas também em cosméticos veganos, roupas e sapatos veganos, estilo de vida vegano etc. Infelizmente, algumas empresas, mesmo tendo produtos veganos, exploram ou financiam a exploração animal. Os produtos dessas empresas não são consumidos por quem é vegano.

Portanto, uma dieta vegana é semelhante à dieta vegetariana estrita, baseando-se no consumo de vegetais. O diferencial da dieta vegana é que, além de excluir produtos de origem animal (como ovos, laticínios e mel), ela também boicota produtos de marcas que financiam a exploração animal em qualquer nível, assim como lugares que exploram animais: zoológico, aquários, hipismo etc.

Como posso me tornar vegano?

Seja por procurar um estilo de vida mais leve e saudável, seja por se preocupar com o meio ambiente e com o bem-estar dos animais, adotar uma dieta vegana requer alguns cuidados específicos. Abaixo, separamos para você algumas dicas valiosas para lhe ajudar a fazer uma transição suave e feliz.

1. Faça um levantamento do que você costuma consumir

O primeiro passo para uma transição para o veganismo feita com sucesso envolve um levantamento de tudo de origem animal que é consumido por você e faz parte da sua rotina.

Como o veganismo preza pela substituição de todos os itens que explorem a vida animal ou que financiem essa prática de alguma forma, é importante conhecer qual será o impacto dessa mudança na sua rotina, para iniciar a procura por substitutos ou para incluir mais alimentos na sua alimentação.

Com a lista em mãos do que você consome, parta em busca de alternativas que satisfaçam suas necessidades: um exemplo é o leite de origem animal, que pode ser trocado sem maiores problemas por opções feitas a partir de vários vegetais

2. Adicione antes de subtrair

Ainda que seja importante dimensionar qual a influência dos produtos de origem animal na sua dieta atual, eliminar tudo de uma vez talvez não seja a decisão mais acertada. É comum que, num primeiro impulso, você queira excluir de cara os alimentos de origem animal da sua dieta. Porém, é mais interessante que você foque sua atenção em adicionar alimentos vegetais que ainda não fazem parte da sua dieta.

Mais do que uma lista de alimentos proibidos, a dieta vegana é um mundo de possibilidades, sabores, texturas e aromas prontos para serem descobertos, sempre respeitando o bem-estar animal.

3. Explore suas possibilidades

Existem hoje diversas possibilidades de substituição e adaptação de suas receitas favoritas para versões veganas, como hambúrgueres e almôndegas vegetarianas.

Encontrar essas receitas não é difícil: elas estão disponíveis na internet, seja em blogs, redes sociais ou canais de vídeo, ou por meio dos velhos livros de receita. São inúmeras opções, com preparações que certamente se adequarão ao seu paladar, necessidade nutricional e, até mesmo, ao seu bolso.

Mas para uma alimentação verdadeiramente rica e interessante, procure ir além do óbvio. Experimente novos alimentos, técnicas diferentes e novas combinações. Sempre que possível, compre seus vegetais diretamente dos produtores que priorizam a produção orgânica: assim você consome um alimento muito mais fresco, economiza e apoia a economia local.

Ao ir conhecendo as novas possibilidades das receitas veganas, vá organizando seu próprio livro de receitas, com seus pratos favoritos para cada ocasião. Assim, fica mais prático organizar um cardápio variado, seja para o dia a dia ou para ocasiões especiais

4. Construa uma rede de amigos

É claro que para descobrir como ser vegano você não precisa cortar laços com as pessoas que consomem carne: isso apenas transmitiria uma impressão ruim acerca do veganismo.

Entretanto, construir uma rede de pessoas que partilham das mesmas visões que você acerca da alimentação pode ser muito útil. Veganos mais experientes podem dar dicas de receitas, indicar feiras e produtores, apresentar restaurantes e indicar leituras.

Se nos seus círculos de amigos não houverem muitos adeptos do veganismo, use a internet para encontrar grupos que compartilham esse hábito. Certamente você encontrará muitas pessoas dispostas que já passaram ou que estão nesse processo de transição e que compartilharão boas experiências para ajudar no seu percurso até uma vida isenta de sofrimento animal.

5. Aproprie-se da sua alimentação

Existem hoje diversas opções de produtos industrializados veganos nas prateleiras dos supermercados, e embora eles possam trazer conveniência e praticidade ao dia a dia, eles não são sua melhor opção.

Uma das grandes vantagens de adotar o veganismo é ter uma relação mais consciente com sua comida: você estuda, pesquisa, experimenta e escolhe com mais cuidado e atenção.

Tire um dia da semana para preparar suas refeições. É uma excelente oportunidade para descobrir novas receitas e desenvolver uma nova habilidade. Além de comer melhor, você certamente economizará um bom dinheiro.

6. Pesquise bastante sobre o assunto

 

A internet não é útil apenas para procurar novas receitas veganas ou para compartilhar experiências de transição e adaptação a essa nova dieta. A rede também costuma ser uma excelente fonte de informações para quem quer pesquisar e se aprofundar no assunto.

Além dos relatos de pessoas que adotaram o veganismo como estilo de vida e das receitas, são muito populares blog e canais de vídeo que compartilham informações sobre os impactos benéficos de uma dieta para o meio ambiente e para a sua saúde, junto com os cuidados necessários para realizar a transição de forma correta do ponto de vista nutricional.

Outras dicas úteis que podem ser encontradas pesquisando sobre o assunto são locais que servem boas opções veganas e marcas que produzem ou distribuem produtos isentos de componentes de origem animal.

7. Aprenda a ler os rótulos

Ainda que os produtos industrializados possam ser evitados, ler rótulos é uma atitude recomendável mesmo para quem não segue uma dieta vegana. Mas para quem faz essa opção, entender as letrinhas pequenas de cada embalagem é fugir de algumas armadilhas, já que muitas informações relevantes não são expostas de forma clara em alimentos, cosméticos ou itens de vestuário.

Claro que alguns aspectos são facilmente percebidos ao passar o olho pela lista de ingredientes de um produto: obviamente nada que contenha leite, ovos, gordura vegetal ou qualquer derivado desses itens é considerado vegano.

O problema começa quando esses ingredientes estão escondidos atrás de nomes não muito familiares. Não é raro que proteínas extraídas do leite estejam listadas como caseínas, e aquelas retiradas dos ovos sejam incluídas como albuminas.

No caso dos cosméticos, os itens de origem animal mais comuns escondidos atrás de nomes complicados são o colágeno e o ácido hialurônico. Hoje, já temos disponível um marketplace, chamado Beleza Pura, que vende apenas cosméticos veganos.

Outro risco que precisa ser analisado é se aquele determinado produto foi testado em animais antes de ser colocado no mercado. E isso acontece principalmente com os cosméticos.

Infelizmente, não é tão fácil descobrir se um produto utilizou animais durante seu processo de produção. Mas alguns indicativos, como os selos de determinadas organizações, ajudam nisso.

Entre os mais conhecidos e confiáveis estão o da Vegan Society e da Sociedade Vegana Brasileira (SBV). A presença destes símbolos atesta que aquele produto é “cruelty free”: ou seja, ele não violou o bem-estar dos animais em nenhum estágio da sua produção.

Do mesmo modo, se o produto for orgânico, é preciso que selos próprios atestem essa condição. Mas é sempre bom lembrar que não necessariamente um alimento orgânico é vegano e vice-versa.

E, mais do que essas informações sobre se o alimento é ou não orgânico e se há ausência de sofrimento animal no produto, o rótulo deve ser bastante claro em dados básicos, como nome do fabricante, data de validade e lote do que está sendo comercializado.

E se a informação que você quer não estiver disponível ou houver alguma dúvida sobre aquilo que estiver indicado na embalagem? Em alguns casos, entrar em contato com a marca pode ser uma alternativa. Algumas empresas contam com serviços de atendimento ao consumidor bastante prestativos e preparados para responder a essas questões.

Já em restaurantes, pergunte sempre. Às vezes opções que parecem ser veganas no cardápio podem levar itens como manteiga ou ovos na preparação e nem sempre é fácil perceber isso, uma vez que esse detalhe é quase sempre omitido.

8. Concentre sua atenção no básico

Lembre-se sempre de que a transição para uma alimentação vegana não precisa ser algo complexo. Isso ajuda a focar em pontos mais básicos, o que facilita a adaptação do seu organismo ao novo hábito alimentar.

Abusar de frutas, legumes e verduras em todas as refeições é a melhor saída. Elas são ótimas fontes de todos os nutrientes de que seu corpo necessita e fornecem quantidades de proteína, ferro e cálcio, tal qual uma dieta sem nenhuma restrição.

Além disso, muitos desses itens atuam como polivalentes em muitas refeições. Castanhas, por exemplo, são uma ótima ideia de lanche para o intervalo entre as refeições. Apenas lembre-se de não começar logo de cara por alimentos com sabores exóticos demais, que podem tornar a transição mais difícil.

9. Dê um passo de cada vez e não desista

Por fim, faça tudo pensando em somente um passo de cada vez. Ao mesmo tempo que a transição não precisa ser encarada como um desafio gigante, ninguém se torna vegano automaticamente, sem passar por um período de ajustes. Não desista e saiba que pequenos passos atrás fazem parte do processo. O importante é se manter numa constante em busca do seu objetivo e não desistir nunca.

Para ajudar nisso, teste sempre novas receitas simples para o dia a dia. Achar que toda preparação vegana deve ser extremamente elaborada prejudica a transição e pode desanimar quem está começando. O importante é que a comida respeite a sua opção e seja agradável ao seu paladar, não importa se ela é simples ou complexa.

Agora que você já sabe os primeiros passos e dicas sobre como ser vegano, é hora de ir à feira e começar a experimentar! E se você deseja receber mais conteúdos exclusivos como este, é só assinar nossa newsletter!

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