Fashion revolution: faça parte dessa mudança no mundo da moda

Fashion revolution

É claro que nós aqui da Urban Flowers amamos roupas. Mas, mais do que isso, amamos respeitar o meio ambiente e as pessoas que fazem parte da cadeia produtiva da moda. É por isso que hoje vamos falar sobre um movimento que pretende tornar essa indústria mais ética e humana: a Fashion Revolution. 

Vamos contar o que é a Fashion Revolution, explicar como e onde surgiu e discutir as bandeiras defendidas pelo movimento. Vamos mostrar também como ele acontece de maneira global e que atitudes cada um de nós pode tomar para fazer parte dessa revolução e transformar a indústria da moda. Vem com a gente! 

A Fashion Revolution

Em 24 de abril de 2013, o edifício Rana Plaza, que abrigava cinco fábricas de roupas que atendiam a marcas e redes varejistas do mercado ocidental, desabou, deixando 1.138 mortos e cerca de 2,5 mil feridos. Esse foi o quarto maior desastre industrial da História, e a maioria das vítimas eram mulheres jovens. 

Em resposta à tragédia, um grupo de profissionais da indústria se uniu para discutir os verdadeiros impactos da moda para as pessoas envolvidas na cadeia produtiva do setor. Foi aí que surgiu o movimento de resistência global Fashion Revolution. 

Com a pergunta “Who made my clothes?”, ou “Quem fez minhas roupas?”, a Fashion Revolution se espalhou pelo mundo e levou a questionamentos profundos sobre o custo humano da produção de roupas a preços muito baixos, com o objetivo de atender ao dinâmico (e por vezes volúvel) mercado de moda do Ocidente.

A Fashion Revolution acredita que é possível transformar o setor de modo significativo, desde que tenhamos uma visão mais consciente sobre o universo da moda. O movimento pede por uma indústria mais ética, segura, justa, transparente e responsável, e considera que a moda pode ser uma força motriz de mudanças positivas. Por isso, a Fashion Revolution também luta por uma indústria que valorize, em igual medida, as pessoas, o meio ambiente, a criatividade e a lucratividade do setor.

Por trás da Fashion Revolution estão designers, acadêmicos, escritores, líderes empresariais, legisladores, grifes, varejistas, comerciantes, produtores, fabricantes, trabalhadores, sindicatos e amantes da moda. De acordo com o manifesto do movimento, “Somos a indústria e somos o público. Somos cidadãos do mundo. Somos você”. 

A evolução do movimento

Em apenas seis anos, a Fashion Revolution já está presente em mais de 100 países, alcançando milhões de pessoas. No entanto, pouco mudou na indústria desde o desastre do Rana Plaza. Atualmente, cerca de 75 milhões de pessoas trabalham diretamente na cadeia produtiva do setor — dessas, cerca de 80% são mulheres.

As condições de trabalho ainda são precárias. Muitas pessoas estão sujeitas à exploração e ao abuso físico e verbal, além de trabalharem em ambientes pouco seguros, em troca de baixos salários e com cargas horárias exaustivas.

Para combater essa triste realidade, o movimento preconiza a participação direta e atenta dos consumidores no processo de transformação. Como consumidores, nossas vozes e nossos hábitos de compra podem provocar impactos positivos, pois, sempre que compramos ou deixamos de comprar algo, estamos deixando claro nosso posicionamento com o nosso bolso.

Quando os consumidores se manifestam, as marcas se sentem mais pressionadas a ouvir e efetivamente buscar soluções para satisfazer aos anseios por uma indústria mais humana e responsável.

As bandeiras da Fashion Revolution

São muitas as transformações propostas pelo movimento. Elas estão calcadas sobre três pilares.

Modelo de negócio

A moda é uma das indústrias mais globalizadas do mundo. Um produto comercializado no Brasil pode ter atravessado o planeta antes de chegar às araras das lojas. A Fashion Revolution acredita que é necessário repensar esse modelo de funcionamento da indústria.

Recursos utilizados

A moda tem um enorme impacto — muitas vezes negativo — na sociedade e no meio ambiente. A produção de roupas e os cuidados com elas após serem compradas consomem muita terra, água, energia e produtos químicos, além de gerar muito lixo, desperdício e poluição.

Mentalidade do setor

Para tornar a moda uma força propulsora para fazer o bem, é preciso mudar a forma como pensamos sobre nossas roupas e por que as escolhemos. Precisamos amar e valorizar mais as roupas e cuidar de nossas peças com carinho, para que elas nos acompanhem por mais do que apenas uma estação.

site oficial da Fashion Revolution lista 10 pontos de transformação que o movimento quer ajudar a provocar na indústria. O manifesto pretende que a moda:

  1. Proporcione trabalho digno, desde a criação e produção até chegar às passarelas e lojas; não escravize, ponha em perigo, explore, sobrecarregue, assedie ou discrimine qualquer pessoa; capacite todos — trabalhadores e consumidores — a defender seus direitos.

  2. Ofereça remuneração justa e igual; possibilite o sustento de todos que trabalham na cadeia produtiva; tire pessoas da pobreza; crie sociedades prósperas e realize desejos e aspirações.

  3. Dê voz às pessoas, tornando possível falar sem medo e cobrar melhores condições no trabalho e nas comunidades.

  4. Respeite a cultura e o patrimônio de cada região; promova, celebre, recompense e honre habilidades pessoais e o trabalho artesanal; reconheça a criatividade como seu ativo mais forte; nunca se aproprie de culturas sem dar o devido crédito.

  5. Seja sinônimo de solidariedade, inclusão e democracia, independentemente de raça, classe social, sexo, idade ou condição física; defenda a diversidade como elemento crucial para o sucesso.

  6. Conserve e restaure o meio ambiente; não esgote recursos preciosos e finitos nem degrade o solo, polua o ar e a água ou prejudique a saúde das pessoas; proteja o bem-estar de todos os seres vivos e os diversos ecossistemas existentes.

  7. Nunca destrua ou descarte recursos desnecessariamente, mas sim dê novo propósito aos materiais e roupas, consertando, reutilizando e reciclando itens; que nossos guarda-roupas e aterros sanitários não sejam entulhados com peças que são cobiçadas, porém não são valorizadas.

  8. Seja transparente e responsável; adote a clareza e não se esconda atrás de sua intricada cadeia produtiva; que qualquer pessoa, em qualquer lugar, possa descobrir como, onde, por quem e sob quais condições suas roupas são feitas.

  9. Meça o sucesso por mais do que apenas vendas e lucros; valorize o crescimento financeiro, o bem-estar humano e a sustentabilidade ambiental ao mesmo tempo.

  10. Seja um meio para expressar, encantar, refletir, protestar, confortar, solidarizar e compartilhar; nunca subjugue, desonre, degrade, marginalize ou ponha pessoas em risco; que a moda seja uma celebração da vida.

O impacto humano

Segundo dados disponibilizados pela Fashion Revolution, a indústria global da moda perpetua condições desumanas de trabalho. Em Guangdong, na China, as jovens trabalhadoras do setor enfrentam jornadas de 150 horas extras por mês; 60% delas não têm contrato de trabalho e 90% não têm acesso à seguridade social.

Já em Bangladesh, os trabalhadores da indústria recebem alguns dos salários mais baixos do setor. Em setembro de 2018, líderes sindicais rejeitaram o que seria o primeiro aumento salarial desde 2013, que elevaria o salário mensal em 51%, para o equivalente a US$ 95 (ou cerca de R$ 390) — um valor ainda absurdamente baixo.

Direitos dos trabalhadores

Apesar de existirem padrões internacionais e leis nacionais para proteção dos indivíduos, violações aos direitos humanos infelizmente são comuns em toda a indústria da moda. 

Global Slavery Index, ou Índice Global de Escravidão, estima que 36 milhões de pessoas estão vivendo atualmente alguma forma de escravidão moderna — muitas delas fabricando roupas para marcas ocidentais. Trabalho forçado, trabalho infantil, assédio sexual, discriminação e condições de trabalho perigosas são apenas alguns dos problemas que as afligem todos os dias.

Salários

Em grande parte dos países produtores de itens de vestuário, o salário mínimo oficial raramente é suficiente para o sustento dos trabalhadores. Em Bangladesh, estima-se que o salário mínimo cubra apenas 60% do custo de vida de alguém que more em uma favela. 

Os baixos salários mantêm os trabalhadores em um ciclo de pobreza e aumentam a pressão para que eles trabalhem por longas horas, o que afeta sua saúde e segurança, bem como a qualidade das roupas.

Tradições locais

A produção em massa de roupas e acessórios praticamente dizimou o fazer manual e as tradições artesanais transmitidas por gerações em comunidades ao redor do mundo. Milhões de pessoas nos países em desenvolvimento — principalmente mulheres — dependem do comércio de artesanato, que agora enfrenta um futuro incerto e uma competição de mercado desleal.

O impacto ambiental

Outros dados disponibilizados pelo movimento dão uma ideia do enorme prejuízo causado pelo setor ao meio ambiente. Estima-se que sejam produzidos 400 bilhões de metros quadrados de materiais têxteis por ano; desses, 60 bilhões viram lixo no chão das fábricas. Além disso, são necessários mais de 2,7 mil litros de água para fabricar uma única camiseta. Essa é a mesma quantidade de água que uma pessoa consome ao longo de um período de 3 anos.

Produtos químicos

Cultivar fibras, processar, tingir e tratar roupas exige o uso de um verdadeiro coquetel de produtos químicos — alguns deles tóxicos. O impacto ambiental do algodão é impressionante: o cultivo dessa matéria-prima usa 22,5% dos inseticidas e 10% de todos os pesticidas empregados em plantações ao redor do mundo. 

Os corantes para produtos têxteis podem conter produtos químicos perigosos, que podem infiltrar no solo, contaminando os lençóis freáticos. Para você ter uma ideia: resíduos industriais e fertilizantes químicos poluem mais da metade dos rios da China, cuja água chega a ficar vermelha por conta dos corantes.

Emissões de CO2

As roupas representam cerca de 3% das emissões globais de CO2 — e isso não é só no processo de produção. Cerca de metade dessas emissões ocorre no momento em que as roupas são usadas, lavadas, passadas e descartadas, e é principalmente provocada por consumidores norte-americanos, europeus e japoneses.

Desperdício de recursos

Nos últimos 15 anos, a produção de roupas praticamente dobrou. Ao mesmo tempo, o número de vezes em que uma peça é utilizada diminuiu em 36%. Cerca de 300 mil toneladas de roupas usadas vão para aterros sanitários todos os anos apenas no Reino Unido. Nesses aterros, as roupas em decomposição liberam metano, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. 

Antes mesmo que as roupas cheguem às lojas, produtos danificados e rolos de tecidos são destruídos, aterrados e incinerados. Se 1 tonelada de produtos têxteis descartados fosse reutilizada, 20 toneladas de CO2 deixariam de ser lançadas na atmosfera.

O movimento ao redor do mundo

A Fashion Revolution organiza e apoia ações ao longo de todo o ano. A organização à frente do movimento também promove a Fashion Revolution Week, campanha anual que acontece sempre no mês de abril, na semana de aniversário do desastre em Bangladesh e da criação do grupo.

Durante a campanha, marcas e fabricantes são incentivados a participar utilizando a hashtag #imadeyourclothes (“eu fiz suas roupas”) em suas postagens nas redes sociais e demonstrando transparência em sua cadeia produtiva.

No Brasil, a campanha acontece em 50 cidades, onde são promovidos debates, exposições, exibição de documentários e oficinas. E em todo o mundo, no dia 24 de abril é celebrado o Fashion Revolution Day, em homenagem à memória de todos os trabalhadores que perderam suas vidas no desabamento do Rana Plaza.

Para apoiar as ações e eventos ligados ao movimento, a Fashion Revolution disponibiliza em seu site uma série de materiais, tais como guias, relatórios, cartazes, diretrizes para marcas e modelos de cartas que os consumidores podem enviar às empresas. 

Os kits de ação

Exatamente por ser um movimento global, a Fashion Revolution tem um caráter descentralizado e democrático. Para incentivar o envolvimento de cada vez mais pessoas, a organização criou Action Kits (kits de ação) voltados para cidadãos, marcas, atacadistas, varejistas, distribuidores, agricultores, produtores e fábricas que queiram demonstrar seu engajamento e colaborar para a transformação da indústria. 

No Action Kit destinado aos cidadãos, o movimento dá sugestões do que cada um de nós pode fazer para se tornar parte dessa revolução. Listamos abaixo algumas dessas ideias.

Pergunte à marca

Uma das formas mais fáceis de se envolver é tirar uma foto da etiqueta das suas roupas durante a Fashion Revolution Week e compartilhar nas redes sociais usando a hashtag #whomademyclothes, não esquecendo de marcar as grifes que criaram cada peça. Você também pode enviar um e-mail para as empresas com esse mesmo questionamento.

Algumas marcas talvez não respondam, e outras podem apenas informar onde as peças foram feitas, mas não quem as fez. Há marcas que direcionam o questionamento do consumidor ao setor de responsabilidade social da empresa, que pode dar uma resposta padrão que não satisfaz suas dúvidas. No entanto, algumas marcas, comprometidas e engajadas com a sustentabilidade ambiental, social e econômica de seus negócios, vão ter o maior prazer em contar de quem são as mãos que produziram a peça que você está vestindo.

Cobre dos legisladores

Os políticos — sejam da esfera municipal, estadual ou federal — têm o poder de provocar um grande impacto na indústria têxtil e de vestuário. Afinal, eles decidem o valor do salário mínimo, formulam políticas que afetam as condições de trabalho e criam leis que protegem as pessoas e o meio ambiente. 

Para ser um eleitor participativo, você pode e deve exercer sua prerrogativa de cobrar dos legisladores que se posicionem e mostrem o que podem fazer para influenciar de maneira positiva a cadeia produtiva da moda.

Estas são apenas algumas das ações que os legisladores podem tomar:

  • desburocratizar e facilitar a reciclagem, reutilização e conserto de roupas e calçados e a reciclagem e reutilização de tecidos, bem como informar os cidadãos sobre como podem colaborar com essas ações;

  • criar leis que obriguem as empresas a se responsabilizar pelos resíduos que geram; no Brasil, a Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determinou que a responsabilidade por esses resíduos deve ser compartilhada entre os vários atores da cadeia produtiva;

  • aumentar impostos sobre o uso de materiais virgens e aplicar multas sobre a geração de resíduos têxteis;

  • reduzir impostos sobre o uso de materiais reciclados e sobre a reciclagem de roupas e tecidos;

  • investir em pesquisa, inovação e infraestrutura para reduzir o desperdício e incentivar a economia circular.

Não se esqueça de compartilhar a resposta do legislador nas redes sociais, cobrar daqueles que não responderem e incentivar seus familiares e amigos a tomarem a mesma atitude. 

Cuide bem das suas roupas

Em vez de comprar algo novo, que tal cuidar das roupas que você já tem com mais carinho, para tê-las por mais tempo e evitar que mais lixo vá parar nos aterros sanitários? Assim, você contribui para uma cadeia de consumo de moda sustentável.

Faça postagens nas redes sociais — podem ser fotos, vídeos ou textos — e compartilhe o amor e a gratidão que sente por suas roupas e pelas pessoas que as produziram. Use a hashtag #lovedclotheslast (“roupas amadas duram mais”) para incentivar que mais pessoas façam o mesmo.

Compre em brechós e promova trocas

Se você cuidar bem de suas roupas, elas com certeza vão durar mais. Isso não quer dizer que você vá querer continuar usando-as para sempre. Por isso, em vez de comprar novas peças, adote o consumo consciente e promova bazares para troca de roupas, dê outro uso para itens que podem ser reaproveitados e, sempre que possível, prefira os brechós para renovar seu guarda-roupa. Compartilhe suas experiências nas redes sociais usando a hashtag #haulternative (“compra alternativa”).

Organize um evento local

Não existe maneira melhor de espalhar a filosofia da Fashion Revolution do que organizando seu próprio evento. Entre em contato com a coordenação do movimento em sua cidade e fale sobre sua ideia. Seu evento vai ser incluído no calendário oficial da Fashion Revolution Week e será divulgado nos perfis do movimento nas redes sociais.

Informe-se

Se conhecimento é poder, a informação é a melhor arma para incentivar a conscientização global sobre os problemas que afetam a cadeia produtiva da moda. No site oficial da Fashion Revolution, você encontra relatórios sobre os índices de transparência e sobre os impactos da indústria, guias sobre como fazer parte do movimento, materiais educativos e até uma espécie de “diário” com informações atualizadas sobre as condições de trabalho na indústria.  

A indústria da moda no Brasil

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil é um dos principais polos têxteis do mundo. O país tem o quarto maior parque produtivo de confecção, empregando 1,5 milhão de funcionários diretos, dos quais 75% são mulheres. 

Ainda segundo a Abit, o país também possui a última cadeia têxtil completa do Ocidente, que começa na produção das fibras, passando pela fiação, tecelagem, beneficiamento, confecção e varejo, até chegar às passarelas. 

Consolidando seu papel como um dos principais atores dessa indústria, o Brasil foi o primeiro país a ter uma edição nacional do Índice de Transparência da Moda, publicado pela Fashion Revolution em outubro de 2018. O relatório fornece dados sobre as políticas adotadas pelas empresas do setor, governança e rastreabilidade da cadeia produtiva, entre outros fatores, além de avaliar a transparência das marcas na divulgação de dados.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido pela indústria local para garantir que os direitos dos trabalhadores serão respeitados, e que os métodos de produção e distribuição das marcas serão divulgados de maneira transparente. Mas a boa notícia é que o consumidor brasileiro já demonstra estar mais atento às condições de trabalho no setor e às questões éticas envolvidas no processo.

O papel de cada um

Há várias formas de influenciar a indústria da moda, seja por meio de escolhas mais conscientes e do compartilhamento de informações sobre o setor; de pressões econômicas para que as empresas se comprometam a atuar de maneira transparente e sustentável; de cobranças aos legisladores locais para que promovam a maior responsabilização do setor sobre suas práticas; ou da adoção de práticas de consumo conscientes, como o slow fashion

O envolvimento global com a Fashion Revolution deixa claro que cada um de nós pode fazer a diferença, o que é bastante encorajador. Todos nós podemos desempenhar um papel importante para exigir uma indústria mais segura, justa e ética para todos. É possível sim fazer a mudança que queremos ver no mundo — basta começar por nós mesmos e nossas atitudes.

Agora que você conhece melhor a Fashion Revolution, junte-se ao movimento e assine nossa newsletter para saber mais sobre como você pode colaborar para um mundo mais ético e sustentável.

 

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