Conheça o impacto da moda no meio ambiente e o que fazer para diminuí-lo

Impacto da moda no meio ambiente: veja o que fazer para diminui-lo

Aterros sanitários, rios poluídos, agrotóxicos e pesticidas. Normalmente, esses não são termos que associamos ao nosso guarda-roupa. Mas, acredite: o impacto da moda e do consumo de itens de vestuário no meio ambiente é maior do que podemos imaginar.

Só para ter uma ideia: a indústria da moda é responsável por 20% das águas residuais lançadas em todo o mundo. Ela também responde por 10% das emissões globais de carbono; isso é mais do que todos os voos internacionais e transportes de carga marítimos somados. 

Mas não precisamos ficar impotentes diante desse cenário. Somos capazes de gerar um impacto positivo e significativo por meio de nossas escolhas de consumo. Para saber como você também pode fazer a diferença, continue lendo este post.

Qual é o impacto da moda sobre o planeta?

Um dos fenômenos mais marcantes da indústria da moda nas últimas décadas é o fast fashion. Nesse modo de produção, peças são fabricadas com rapidez e baixo custo, chegando com mais velocidade aos mercados consumidores. No entanto, isso também implica uma qualidade mais baixa, o que torna as roupas produzidas nesse modelo praticamente descartáveis.

E você já parou para pensar onde vão parar todas essas roupas? Se você imaginou um aterro sanitário, acertou. Segundo a ONU Meio Ambiente, a cada segundo, uma quantidade equivalente a um caminhão de lixo de produtos têxteis é lançada em aterros sanitários ou é incinerada. 

Efeitos no meio ambiente

Os efeitos negativos não param por aí. A agência da ONU também afirma que o tingimento têxtil é o segundo maior poluidor de águas do mundo. E por falar em água: você sabia que são necessários mais de 8.000 litros de água para produzir um único par de calças jeans? Absurdo, não é mesmo? 

Isso sem contar o que gastamos para lavar as nossas próprias roupas. Peças de tecido sintético liberam microfibras plásticas cujo destino são os oceanos. Isso acontece mesmo depois de a água utilizada na lavagem passar por estações de tratamento de esgoto.

Outro dos vilões mais silenciosos nessa cadeia é o algodão. Seu plantio de modo extensivo requer o uso de agrotóxicos e pesticidas, que contaminam o solo e a água e podem gerar graves impactos na saúde dos agricultores que trabalham na produção desse insumo para a indústria têxtil.

Efeitos nas pessoas

E não são só os agrotóxicos e pesticidas que afetam a saúde desses trabalhadores. Em nosso post sobre a Fashion Revolution, falamos das péssimas condições que regem as relações de trabalho de parte considerável do setor têxtil e de moda. 

Baixos salários, insalubridade, jornadas excessivamente longas e desgastantes e outras formas de desrespeito às leis trabalhistas dos países que fabricam peças distribuídas em mercados ao redor do planeta — esses são alguns dos efeitos perversos do setor na vida de homens e mulheres que, todos os dias, produzem boa parte daquilo que vestimos.

Como podemos fazer a diferença?

Conhecer esse lado sombrio da indústria da moda pode ser desanimador. Mas nós não podemos, nem precisamos, ficar impotentes diante dessa realidade. Há muito a ser feito, e podemos começar mudando a maneira como tomamos nossas decisões de consumo.

Consumo consciente

Antes de cair em tentação e comprar aquela blusa baratinha em uma rede de fast fashion, se pergunte qual caminho aquela peça trilhou até chegar às araras das lojas. Quantos milhares de litros de água foram gastos em sua produção? Quantos rios foram poluídos com o seu tingimento? Quantos trabalhadores foram explorados para baratear o custo da peça?

São perguntas duras, difíceis, mas cruciais para entendermos que temos sim uma enorme responsabilidade sobre os impactos negativos da moda no meio ambiente, e que podemos, apesar disso, promover uma transformação por meio de nossas ações.

É importante lembrar que comprar peças baratas e de qualidade duvidosa não prejudica apenas o meio ambiente. Nossos bolsos também sentem o impacto dessas decisões. 

Olhando apenas o valor na etiqueta, determinadas peças podem parecer muito caras em comparação com o que é produzido no fast fashion. Mas, e se somarmos todas as peças baratas compradas em um único ano? É bem provável que o valor seja surpreendentemente alto — e o pior, o retorno sobre esse investimento nem sempre é positivo, pois essas peças tendem a durar muito menos.

Então, em vez de gastar R$ 100 com 10 blusas que têm “prazo de validade”, por que não investir esse mesmo valor em uma única peça de alta qualidade e durabilidade, estilo atemporal e produzida de maneira ética e menos poluente?

Moda vegana

E onde encontrar essas peças? Uma das respostas está na moda vegana, que nada mais é do que a moda que dispensa totalmente o uso de insumos de origem animal.

Quando uma marca aposta em peças de materiais alternativos e veganos, como cortiça, refugos da própria indústria têxtil e plástico reciclado retirado dos oceanos, ela está evitando o desmatamento de grandes áreas para pastagem de gado e outros animais criados com a finalidade de extrair seu couro para a fabricação de sapatos, bolsas e outros acessórios.

Além disso, empresas que dão preferência a tecidos sem nenhum elemento de origem animal evitam os impactos devastadores da exploração da seda, da lã e outros materiais não veganos sobre a natureza — mas desde que esses tecidos sejam produzidos de maneira sustentável.

Como encontrar moda vegana e sustentável?

Felizmente para nós, o Brasil tem visto um crescimento no número de marcas preocupadas com o meio ambiente. Entre essas empresas, muitas já nascem adotando o veganismo como filosofia. 

Atualmente, é possível encontrar uma grande variedade de sapatosbolsas, acessórios e roupas veganas, principalmente no e-commerce. É preciso ter atenção a detalhes como a composição do item, a origem da matéria-prima e até mesmo as instruções de lavagem, pois elas revelam muito sobre o material utilizado para fabricar a peça.

Insumos de origem animal, como lã, peles, couros, camurça ou seda, somente podem ser lavados a seco. Se essa instrução estiver na etiqueta do produto, você já sabe que não se trata de uma peça realmente vegana. Para identificar quais roupas, calçados e acessórios são de fato veganos, confira a presença de materiais como PVC, nylon, EVA, algodão, linho, microfibra e viscose, entre outros, na confecção do produto.

Se esses insumos correspondem a 100% da composição da peça (seja um único material ou a combinação de dois ou mais), essa é a garantia de que o item pode ser considerado vegano. E se a produção desses materiais respeitar o meio ambiente, essa é a certeza de que você está diante de uma marca que se preocupa com o impacto da moda em nosso planeta.

A Urban Flowers é uma marca totalmente comprometida com o respeito ao meio ambiente, às pessoas e aos animais. Conheça nossa moda sustentável!

 

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