Lixo e reciclagem: tudo que você precisa saber para reduzir o desperdício

Lixo e reciclagem: tudo que você precisa saber para reduzir o desperdício

A enorme quantidade de lixo produzido por todos é um grande problema, sob diversos aspectos. Esse montante de resíduos exige um esforço constante do poder público para ter uma destinação correta, o que inclui a coleta seletiva e a reciclagem, e prejudica o meio ambiente quando descartado de maneira inadequada. 

Apesar de ser um problema principalmente nas grandes metrópoles, mesmo quem mora em regiões mais afastadas deveria se atentar a temas como lixo e reciclagem.

Embora o desafio de lidar com o lixo e seus danos seja coletivo, boa parte da solução passa pela mudança de hábitos individuais. E essa é uma das mensagens que exploraremos neste texto. Por aqui você vai encontrar tudo o que precisa saber a fim de entender os impactos causados pela enorme produção de resíduos e o que pode ser feito para reduzir o desperdício. Boa leitura!

Quais são os impactos causados pelo lixo?

Alguns números dão uma dimensão melhor do grande desafio imposto pela questão do lixo para o país. De acordo com dados da associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), cada um dos habitantes do país gera, em média, 387 kg de lixo por ano, o suficiente para cobrir a área de um campo e meio de futebol.

Ainda que 90% das cidades brasileiras tenham algum sistema de coleta dessa enorme quantia de resíduos, só 59% faz o descarte em aterros em condições adequadas. Reflexo disso é que ainda existem ativos mais de 3 mil dos chamados lixões, onde o lixo é disposto sem nenhum cuidado prévio, ao contrário do que acontece nos aterros sanitários, nos quais o lixo é compactado e enterrado.

E isso contraria a legislação vigente. Valendo desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos havia estabelecido que todos os lixões do país deveriam ter sido fechados até o final de 2014. Quase 5 anos depois desse prazo, a meta ainda não foi atingida, como demonstram os números.

Porém, mais do que uma violação à lei, a destinação errada dos resíduos traz consequências graves para o meio ambiente, para a biodiversidade e para a saúde humana. Listamos abaixo alguns desses danos e impactos causados pelo lixo.

Contaminação da água

O lixo gerado por nós e descartado de maneira inadequada tem o potencial de poluir tanto o ar, quanto o solo e a água. Parte desses danos tem consequência imediata, enquanto outros surgirão a longo prazo. Mas não importa quanto tempo os problemas demorarão para aparecer: a preocupação deve ser a mesma.

No caso da água, a contaminação de rios e lagos é imediata, já que os materiais descartados sem o devido cuidado vão parar nesses corpos d’água com muita facilidade. Isso sem falar do lixo nos oceanos, que cada vez mais concentram todo tipo de material, principalmente plástico, prejudicando toda a fauna marinha.

Com o passar do tempo, nem mesmo as águas subterrâneas estão isentas do dano causado pelo descarte incorreto dos resíduos. Elas estão localizadas nos chamados lençóis freáticos e servem como fonte de abastecimento para diversas cidades.

Essa contaminação acontece a partir do processo de decomposição do lixo (principalmente aquele composto de material orgânico), no qual surge o chamado chorume, líquido escuro, de textura viscosa e cheiro forte. Sem o manejo adequado, o chorume escorre pelo solo e atinge essas fontes de água, prejudicando sua qualidade.

Tal problema pode ser reduzido pela disposição correta do lixo nos aterros, que devem contar, de acordo com a legislação ambiental, com sistemas para controlar esse resíduo tão nocivo. Porém, infelizmente, essa não é a realidade de boa parte das cidades brasileiras, que tem os lixões como principal destino para os seus resíduos.

Contaminação do solo

O mesmo chorume que afeta as águas armazenadas no subterrâneo atinge o solo, poluindo-o. Mas essa não é a única maneira pela qual a poluição desse local acontece. Muitos componentes, se descartados de maneira incorreta, liberam resíduos tóxicos bastante nocivos durante seu processo de decomposição.

É por isso, por exemplo, que pilhas e baterias não podem ser jogadas em lixo comum. Esses itens contêm metais pesados em sua composição, o que faz com que seu descarte incorreto leve essas substâncias até o solo.

Tanto a contaminação por chorume quanto por substâncias tóxicas de determinados tipos de lixo pode afetar a saúde humana e tornar o solo inutilizável para outras finalidades. Em casos extremos, o lixo disposto em lixões gera o risco de explosões, já que pode existir entre os resíduos matéria orgânica capaz de liberar gases inflamáveis durante o processo de decomposição.

Contaminação do ar

Quando pensamos na poluição do ar, o que primeiro vem à nossa mente é aquela gerada pelas grandes indústrias ou pelo escapamento dos carros movidos a combustão. Certamente essas são grandes fontes de contaminação da nossa atmosfera e do ar que entra em nossos pulmões, mas o lixo também tem sua parcela de responsabilidade.

A poluição do ar pelo lixo acontece principalmente de duas formas: por gases (em especial o metano) que são gerados durante a decomposição de determinados materiais e pela incineração dos resíduos, processo escolhido em alguns locais para dar fim ao material descartado.

Um ar de qualidade ruim prejudica a saúde humana. Além disso, gases como o metano e aqueles emitidos durante a queima do lixo contribuem com o efeito estufa, acelerando o aquecimento global, o que pode trazer consequências irreversíveis para o clima do planeta e, por consequência, para as formas de vida que aqui habitam.

Proliferação de doenças 

O lixo gerado e descartado de forma incorreta ajuda na proliferação de doenças, já que muitos animais que transmitem enfermidades se aproveitam dele para se multiplicar. Todo animal que transmite alguma doença para humanos é chamado de vetor. Costuma-se dizer que, para prosperar, um vetor demanda 3 A’s: água, abrigo e alimento.

Em muitos casos, o lixo descartado sem o devido cuidado cumpre esse papel muito bem. Entre os animais que mais costumam se aproveitar dos nossos péssimos hábitos estão os ratos, as baratas e os mosquitos.

Os ratos transmitem inúmeras doenças, sendo a mais comum a leptospirose, proveniente de uma bactéria presente na urina dos roedores. Já as baratas carregam consigo toda a sujeira por onde passam, o que pode contaminar alimentos e utensílios de uso humano.

Os mosquitos, por sua vez, proliferam doenças por meio das suas picadas. É o caso da dengue, por exemplo. O Aedes aegypti, vetor da moléstia, se reproduz em qualquer recipiente com um pouco de água parada.

Exigência de novas matérias-primas

Sempre que algo é descartado, o material que poderia ser aproveitado daquele item se perde, o que faz com seja necessário procurar novas formas de matéria-prima para produzir um novo exemplar. Para ter uma ideia de quanto nossa forma de consumir impacta o planeta, anualmente, desde meados dos anos 1970, é divulgado o chamado dia da sobrecarga.

Essa data serve para indicar em qual momento do ano a humanidade esgotou os recursos naturais que deveriam ser consumidos durante os 12 meses. E os dados são preocupantes: em 2018, o dia da sobrecarga aconteceu em 1º de agosto. Depois disso, é como se tivéssemos consumido uma espécie de “cheque especial” do planeta.

Por isso, é tão importante pensar na sustentabilidade no dia a dia e em questões como a reciclagem dos nossos resíduos, a mudança dos nossos hábitos de consumo e da redução da produção de lixo, tópicos dos quais trataremos mais à frente.

Quais são os principais tipos de lixo?

Nem todos os lixos são iguais. Dependendo da fonte, o resíduo gerado precisará passar por um tratamento diferente antes de ser reaproveitado, reciclado ou descartado. Além disso, determinados materiais oferecem riscos maiores que outros, o que faz com que a atenção sobre o que jogamos fora seja redobrada.

Pensando nisso, separamos nos tópicos a seguir quais são os principais tipos de lixo, como identificá-los e qual a melhor maneira de lidar com cada um deles.

Lixo orgânico

O lixo orgânico é aquele composto, em sua maioria, por restos dos alimentos consumidos em nosso dia a dia, sejam eles de origem vegetal (como frutas, legumes, verduras e cereais), sejam de origem animal. Em casa, é muito comum que tenhamos dúvidas sobre como dar a destinação correta para esse lixo, que normalmente faz com que um líquido se acumule no lixo comum e gere odores ruins rapidamente.

A alternativa mais comum para evitar esse descarte direto é a compostagem, uma espécie de reciclagem dos resíduos orgânicos que trata esse material, faz com ele se transforme em adubo e reduz o volume de lixo encaminhado para lixões ou aterros. Essa forma de manejo sustentável dos resíduos orgânicos pode ser feita até mesmo em casas com pouco espaço, o que inclui quem mora em apartamentos.

Existem vários modelos de composteiras e métodos diferentes de conduzir esse processo. Alguns envolvem a utilização de minhocas, enquanto outros são chamados de “compostagem seca” e, embora sejam mais lentos, exigem uma manutenção menor. O importante é que a escolha contemple a quantidade de lixo orgânico produzida pelos moradores e esteja de acordo com o espaço disponível.

Lixo reciclável

Lixo reciclável é todo aquele que pode ser transformado novamente em matéria-prima para a produção de novos produtos, por meio dos processos adequados, o que varia de acordo com a natureza dos resíduos. Isso acontece por dois motivos principais: a forma como o papel é reciclado é diferente da forma do alumínio, e algo que não é possível reciclar hoje pode vir a ser no futuro, com o devido desenvolvimento da tecnologia.

A primeira etapa para que a reciclagem aconteça é a coleta seletiva: os itens devem ser separados entre recicláveis e não recicláveis e agrupados em cestos próprios, para que sejam encaminhados para o destino correto. A reciclagem é tão importante para reduzirmos o impacto da nossa produção de lixo que, mais à frente, trouxemos um tópico apenas com indicações de como começar a reciclar.

Lixo industrial

O lixo industrial é composto tanto por sobras de matérias-primas (que em muitos casos podem ser recicladas) quanto por resíduos da atividade daquela indústria. Dependendo do ramo de atuação, o material descartado é bastante prejudicial ao meio ambiente e, por isso, precisa de tratamento adequado. Em muitos casos, esse tratamento envolve a incineração ou a alocação em aterros sanitários especiais.

Lixo hospitalar 

O lixo hospital é oriundo dos materiais utilizados no atendimento de pacientes que podem ou não estar contaminado com sangue, outros fluidos corporais, substâncias químicas ou mesmo materiais radioativos. Com isso, é possível que eles transmitam doenças e contaminem pessoas ou o meio ambiente se dispostos de maneira incorreta.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz regras de como deve ser o tratamento e o descarte desse tipo de material. As normas variam de acordo com o grau de risco oferecido. É comum que o lixo hospitalar seja esterilizado ou incinerado, opção essa que também prejudica o meio ambiente, uma vez que lança gases tóxicos na atmosfera.

Lixo eletrônico

Cada vez mais presentes nas nossas vidas, computadores, smartphones e tablets começam a gerar preocupação a respeito ao seu descarte. Em um primeiro momento, esse resíduo não apresenta riscos adicionais quando comparamos ao lixo comum que produzimos residencialmente. O problema é quando são inutilizadas técnicas inadequadas para extrair componentes ou substâncias presentes nesses dispositivos.

Por isso, os fabricantes devem investir em sistemas de logística reversa, para que existam postos de coleta destinados aos equipamentos inutilizados. Assim, eles serão recolhidos, trazidos de volta para a indústria e processados da maneira correta, reaproveitando o que for possível e realizando o descarte para minimizar os danos ao meio ambiente.

Como reduzir o desperdício e a produção de lixo?

Nossa consciência ambiental deve estar focada não apenas em encaminhar o lixo para o local correto (e reciclá-lo quando possível), mas também em encontrar formas de produzir menos resíduos.

Tal atitude colabora para a redução do montante do material lançado em aterros, lixões ou diretamente no meio ambiente e ajuda a enfrentar outras questões igualmente preocupantes, como o desperdício de comida. Abaixo, separamos algumas dicas que certamente farão a diferença no seu quotidiano!

Opte por alimentos a granel

Muitos alimentos que consumimos diariamente estão disponíveis em mercados e feiras para serem levados a granel. Com isso, quem compra tem a opção de adquirir tudo de acordo com a sua necessidade. Uma forma de deixar essa alternativa ainda mais ecológica é aproveitar os próprios potes de vidro para não precisar usar os saquinhos plásticos oferecidos pelos estabelecimentos.

Observe as embalagens

Quando o assunto é as embalagens, a lógica que deve prevalecer é sempre a do “menos é mais”. Prefira produtos que não tenham muitas camadas de proteção, a menos quando isso for necessário para a sua preservação.

Além disso, opte por embalagens produzidas a partir de materiais que são facilmente recicláveis (como papelão ou alumínio) e dê preferência a produtos que ofereçam a alternativa de reutilizar o recipiente. Ainda é possível pensar na compra do refil — muito comum em bebidas acondicionadas em garrafas de vidro ou em cosméticos.

Reutilize e repense sempre

Essa dica vale tanto para a comida quanto para outros itens, como folhas de papel ou copos. Quando sobrar algum alimento, reavalie sempre a possibilidade de reaproveitá-los em outra refeição. Para isso, congele tais sobras, o que aumenta bastante a vida útil delas.

Já para os itens de papel e plástico, o ideal é encontrar formas de substituí-los. Por isso, adote uma caneca reutilizável para a água e para o cafezinho e sacolas de pano em vez das sacolinhas plásticas. E na hora de imprimir um arquivo, avalie a real necessidade de fazer isso. Se for realmente preciso, utilize sempre a frente e o verso da folha.

Valorize cascas, folhas e talos 

Muitas vezes cascas, folhas e talos são descartados sem muita cerimônia, sem levar em conta como essas partes dos vegetais podem render ótimas receitas, que combinam sabor e nutrição. Por isso, pense sempre em como esses ingredientes podem compor sopas, caldos, tortas e sucos, entre outras preparações. Nessas horas, a internet é uma excelente aliada para encontrar novas dicas e aproveitar melhor cada alimento.

Programe suas compras e consuma de forma consciente

Não saía de casa para ir às compras sem antes dar uma olhada na despensa e ver do que realmente você precisa. Elaborar uma lista também ajuda a não colocar no carrinho ou na sacola mais alimentos do que a sua capacidade de consumo, o que evita que algo seja jogado fora por ter estragado.

Além da lista, resista a compras por impulso. Avalie a necessidade de cada compra, pensando se ela é realmente indispensável para aquele momento. Você perceberá que é possível viver bem com menos.

Como começar a reciclar?

Mais cedo neste mesmo tempo mencionamos o lixo reciclável entre os principais tipos de materiais descartados. Lá você também viu que a reciclagem é o processo pelo qual um material que seria descartado é transformado na matéria-prima para a produção de um item novo, o que evita a geração de lixo e que mais recursos naturais tenham que ser extraídos da natureza.

O conceito de reciclagem não é novo. O ciclo de guerras e crises econômicas da primeira metade do século XX fazia com que muitos itens fossem reciclados para economizar. Porém, a prosperidade do pós-guerra em muitas partes do planeta fez com que o consumismo ganhasse força novamente. 

A partir de meados dos anos 1970, o debate em torno da sustentabilidade aparece, e a necessidade de reciclarmos o lixo volta à tona. No Brasil, essa discussão também ganha um caráter socioeconômico, já que a coleta de material reciclável garante renda para muitas famílias.

Em um primeiro momento, colaborar com a reciclagem não exige maiores esforços: se aquilo que vai ser jogado fora for fabricado de um material reciclável, basta depositá-lo no recipiente correspondente para que seja levado para o local correto. 

Embora muito importante, é normal não saber o que fazer para começar a reciclar seu lixo, ainda mais para quem vive em cidades que não contam com sistemas de coleta seletiva. Por isso, veja quais etapas seguir para colaborar com essa prática.

Veja como funciona o serviço de coleta da sua cidade

Ainda que muitas cidades não contem com qualquer tipo de sistema de coleta seletiva, vale a pena investigar se esse é realmente o caso daquela que você habita. É normal que muitos locais com esse tipo de serviço tenham dias da semana dedicados apenas à coleta de material reciclável. Com essa informação, fica mais fácil se organizar para colocar o material certo para ser recolhido.

Separe o lixo

Independentemente se a sua cidade dispõe ou não de um sistema de coleta seletiva, é preciso separar o lixo para reciclagem. Só assim ela funcionará. A primeira divisão a ser colocada é bem simples: consiste apenas em isolar o material orgânico do lixo reciclável. Esse resíduo pode ser destinado para a já citada compostagem.

Em locais com grande circulação de pessoas, as já bastante conhecidas lixeiras coloridas podem bem úteis, pois facilitam a triagem do material. Como regra, as lixeiras azuis recebem o papel; as vermelhas, o plástico; as verdes, o vidro; as amarelas, o metal, e as marrons, o lixo orgânico.

Ajuda se o material, além de separado, estiver livre de outros resíduos e seco. Para ocupar menos espaço nas lixeiras, a recomendação é que as latas sejam amassadas, as caixas de papelão e de leite sejam desmontadas e as folhas de papel sejam picadas.

Objetos de vidro devem ser embrulhados em jornal velho para evitar acidentes. Por fim, fique atento a itens que não são recicláveis e merecem uma atenção própria devido a seus componentes, como pilhas, baterias e lâmpadas.

Encaminhe o material acumulado

Essa etapa é válida para as cidades em que não há coleta seletiva porta a porta: procure um catador ou cooperativa de reciclagem para coletar o material acumulado. Certamente eles terão interesse no que foi reunido, principalmente se forem itens com potencial econômico, caso do alumínio e do papelão.

Dessa forma, você também ajuda esses profissionais, que desempenham uma função silenciosa e ignorada pela maior parte da população, mas muito importante para a sociedade.

De forma resumida, o que você viu ao longo desse texto e precisa ter sempre em mente quando for pensar em lixo e reciclagem é que nossas escolhas no dia a dia devem estar baseadas em três princípios: reduzir, reaproveitar e reciclar. Para finalizar, também cabe destacar o peso das atitudes individuais sobre o meio ambiente. Ainda que pareça improvável, se cada um de nós fizer sua parte e se preocupar com o lixo que produz, certamente o dano causado pelas nossas ações será bem menor. 

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