Misoginia e machismo: entenda o que são e por que estão relacionados

Misoginia e machismo: entenda o que são e por que estão relacionados

Oi, pessoal, tudo bem? Hoje nós vamos tratar de um assunto muito urgente e necessário para o momento que o Brasil e o mundo vivem. Muito se fala sobre misoginia e machismo, mas será que entendemos a diferença entre esses dois conceitos e como eles se relacionam? 

Com a popularização dos dois termos, seus significados muitas vezes se confundem. Se você quer saber como eles se distinguem e como podemos combater suas manifestações na sociedade, continue lendo este post. 

A mulher no Brasil

A emancipação feminina no Brasil ganhou impulso no século XIX. Foi um período histórico de muitas conquistas antes impensáveis: o direito ao voto, a Lei do Divórcio, a entrada da pílula anticoncepcional no mercado nacional e a criação das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), entre outras vitórias decisivas para elevar o status social das mulheres.

No entanto, ainda vemos os efeitos de séculos de submissão, falta de direitos e desrespeito à mulher como indivíduo em crimes como o estupro e o feminicídio, infelizmente ainda tão comuns no Brasil e no mundo.   

Se você acompanha o noticiário internacional, deve ter lido sobre a recente mudança na legislação do estado americano do Alabama, que criminaliza o aborto mesmo em casos de estupro e abuso sexual cometido por familiares.

Independentemente de posições individuais sobre o assunto, esse caso é exemplar de como a misoginia está entranhada na sociedade e nas políticas públicas, e como ela é a força por trás da negação de direitos básicos às mulheres, como o de ter agência sobre seus próprios corpos. Por isso, é tão importante saber identificar a misoginia e como ela se diferencia do machismo.

O que é misoginia?

O significado clássico de misoginia é a “aversão às mulheres”. Menos comumente, a palavra também é utilizada para definir uma “aversão mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres”. No entanto, para realmente compreendermos como a misoginia se manifesta na sociedade, precisamos olhar para o significado cultural atribuído a essa palavra. 

O termo “misoginia” é derivado da palavra grega antiga “mīsoguníā”, ou ódio às mulheres. Ao longo dos séculos, a misoginia se materializou de várias formas, todas infelizmente muito conhecidas e ainda muito comuns: privilégio masculino, discriminação de gênero, objetificação, assédio sexual, depreciação e violência contra as mulheres. 

O que é machismo?

Já o machismo pode ser definido como a “ideologia segundo a qual o homem domina socialmente a mulher”, ou ainda como “opinião ou procedimento discriminatórios que negam à mulher as mesmas condições sociais e direitos do homem”. Ele pode ser percebido em falas e atitudes, como dizer que homens dirigem melhor que mulheres, ou crenças sobre quais seriam a aparência e o comportamento adequados para uma mulher e quais papéis sociais ela deveria exercer.

Visto dessa forma, o machismo pode ser compreendido como uma das muitas manifestações da misoginia — um reflexo de um pensamento sistêmico, que inferioriza e desvaloriza a mulher como ser humano. Além disso, algumas feministas concordam que uma pessoa pode ser machista e não ser misógina; porém, um misógino sempre será machista, pois o machismo nesse caso é uma forma de exercer e expressar a misoginia.

O combate à misoginia e ao machismo

Ainda temos um longo caminho até a total e global emancipação da mulher. No entanto, é importante saber que todos nós podemos fazer parte dessa mudança, com pequenas e grandes atitudes.

Uma das ferramentas mais poderosas é a educação, tanto familiar quanto escolar. Desconstruir o pensamento misógino é um desafio, mas podemos começar combatendo atitudes machistas. Um exemplo disso é evitar usar construções de gênero clássicas, como “meninas vestem rosa, e meninos vestem azul”, ou a crença de que algumas profissões são inadequadas para mulheres. 

Além disso, devemos denunciar atitudes violentas cotidianas contra mulheres, como assédio sexual no transporte público e agressões cometidas por familiares. O silêncio é uma forma de perpetuar a misoginia e o machismo; portanto, não podemos nos calar.

Então, que tal conferir algumas dicas de como se desapegar de crenças negativas e ter uma vida mais livre e equilibrada?

 

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