O que é OVERTOURISM?

Estamos viajando muito e impactando mais ainda. Saiba como conhecer o mundo de forma consciente.

Um dia você acorda, vê quantos trocados têm na conta e decide viajar. Planeja com carinho a hospedagem, os passeios, onde vai comer e até o que vai comprar. Com um clique, compra uma passagem e dentro de algumas horas pode estar do outro lado do mundo.

PRONTO! Viagem dos sonhos.

MAS SONHO DE QUEM?

O conceito de OVERTOURISM vem te ajudar a oxigenar seus conceitos sobre viagem e te preparar para o futuro e para as suas próximas descobertas pelo mundão.

A gente achava que ao viajar estávamos ajudando a economia local, gerando emprego e melhor qualidade de vida para todos. Certo?

Não é mais bem assim. A verdade é que nunca se viajou tanto. Os locais visitados estão perdendo a sua característica original (massificação) e a população local está cada vez mais sobrecarregada.

 

Tiramos a qualidade de vida dos cidadãos locais e consumimos bens e serviços que já são escassos. Demanda infinita! Exigimos demais e aumentamos a nossa pegada de carbono. Porque – obviamente – exploramos também o meio ambiente e os animais.

Não bastava o serumaninho poluir e degradar a sua região. Há alguma décadas, ele viaja e faz tudo isso pelo mundo.

O conceito de OVERTOURISM foi criado por Justin Francis, a partir da reflexão sobre os seguintes acontecimentos durante o verão europeu de 2017:

1. A UNESCO ameaçou remover o status de Patrimônio Mundial de Dubrovnik, na Croácia, a menos que reduzisse o número de turistas;

2. Pessoas locais em Veneza, na Itália, organizaram protestos contra o excesso de turismo e navios de cruzeiro;

3. Cidadãos locais na ilha de Skye, na Escócia, pediram ajuda porque suas estradas se tornaram intransitáveis e não podiam mais comprar alimentos ou visitar parentes.

Justin elaborou o conceito e registrou tudo neste documentário:

https://www.youtube.com/watch?v=U-52L7hYQiE&feature=youtu.be

ALERTA GERAL! Ficou claro que a forma como turistamos está contribuindo para o colapso mundial. Obviamente uma questão de educação e empatia.

Inclusive, Justin Francis criou uma plataforma bem interessante chamada “Responsable Tourism” ou ‘’Turismo Responsável’’, que aborda principalmente questões sociais sobre esse colapso e também propõe novas formas de viajar: https://www.responsibletravel.com/

Entretanto, ainda fica de fora a questão ambiental do colapso.

Atualmente são 1.3 BILHÕES de turistas todos os anos.

Que gera uma economia equivalente a 9,8% do PIB mundial e estima-se que 1 a cada 11 empregos seja voltado para a área do turismo.

Parece até promissor, mas o impacto também acontece através do consumismo, do consumo de plástico e de descartáveis, e principalmente do péssimo destino que é dado para todo este resíduo.

Além do quê, permeia – dentro destas questões – os valores éticos de compaixão animal e ambiental. Particularmente, a falta de consciência sobre a exploração animal derivada do turismo. Os parques aquáticos, os circos com animais; os passeios em cima de cavalos, elefantes, e camelos; as fotos com animais exóticos; a caça “esportiva” (!!!) e o próprio consumo de carne – seja ela “exótica” ou não.  

O problema não está em fazer turismo, mas sim em COMO fazemos.

Precisamos diminuir o impacto e ganhar consciência O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!

Mas como fazer isso?

– Sugerimos que você seja o mais lixo zero que conseguir. Tenha o seu próprio kit de alimentação e leve uma ecobag e garrafinha reutilizável sempre com você.

– Considere uma hospedagem de menor impacto. Hostels são os locais favoritos de quem ama viajar. Além de você gastar menos e fazer amigos do mundo todo, o atendimento é muito mais pessoal e humano. A cozinha é geralmente um local de uso coletivo e você pode compartilhar quartos. Ou seja: os recursos são utilizados de forma mais consciente e responsável. Geralmente, hotels tem uma preocupação ambiental bem consistente.

– Opte por passeios que não envolvam qualquer tipo de exploração animal: circos com animais adestrados, parques aquáticos, pesca e caça, fotos com animais exóticos, mergulho com tartarugas e outros animais marinhos. Abra seu coração e visite santuários que abrigam animais em situação de risco ou que precisam de reabilitação. Faça doações e dê uma mãozinha com trabalho voluntário. Que tal?

– Considere uma alimentação à base de plantas. Além das questões éticas e de empatia, vale lembrar que a indústria da carne e derivados gera um impacto ambiental maior do que a frota de carros do local que você está visitando. Gás metano é quase 25 vezes mais poluentes que o CO2 (monóxido de carbono que sai dos carros e indústrias).

– Tente viajar em baixa temporada e considere conhecer locais pouco explorados. Tenha empatia e respeite os hábitos locais: horários de silêncio e privacidade são sempre bem-vindos.

– Tente viver e conviver como um cidadão local.

– Procure consumir de forma consciente e incentive/invista nos negócios locais. Fuja dos conglomerados, das grandes redes e do fast fashion. Deixe o seu dinheirinho para quem está recebendo você.

Turistar com consciência é uma experiência maravilhosa, única e você ainda ajuda o planeta!

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